1 de nov. de 2011

Vamos todos comer peixe no Ceará



O peixe assado no forno da Cozinha da Dona Luiza
Além do saboroso, o consumo de peixe é muito nutritivo e deveria estar sempre em nossa alimentação. Para começar, o peixe é rico em proteínas, como qualquer outra carne. Por isso, quem quer deixar de lado a carne vermelha, estará bem nutrido comendo peixe. Além disso, tem grande quantidade de minerais, entre eles cálcio, fósforo, iodo e cobalto, e é também fonte das vitaminas A, D e B.

E a melhor notícia é que peixe tem pouca gordura! É claro que existem algumas espécies gordurosas, mas, em geral, o peixe tem bem menos gordura do que carne vermelha e frango, e isso faz com que sua digestão seja mais rápida.

E peixe é ótimo para quem quer perder peso e controlar o nível de colesterol no sangue! Algumas espécies de peixe, principalmente aqueles de água fria, são ricos em ômega-3, que é um tipo de gordura bastante benéfica à nossa saúde.

O ômega 3 diminui o risco de doenças cardíacas, aterosclerose (endurecimento das artérias) e ajuda nas inflamações, no desenvolvimento cerebral e na regeneração das células nervosas.

E, por agir nas células nervosas, o ômega-3, encontrado no peixe, ainda pode ajudar no tratamento da depressão, ansiedade e problemas de sono.

Esse tipo de gordura auxilia, ainda, no tratamento da pressão alta, na coagulação do sangue, no alivio das dores causadas pela artrite reumatóide, na proteção da pele contra raios ultravioleta e inflamações.

Por isso, o peixe é um excelente alimento para o desenvolvimento escolar de crianças e adolescentes e não pode faltar na alimentação dos idosos, já que diminui o risco de desenvolvimento do mal de Alzheimer, demência e cansaço mental.

Pode ser introduzido na alimentação da criança (juntamente com carne de boi e frango) assim que esta começar a receber os alimentos complementares (em torno de 6 meses de idade), exceto se houver historia familiar de alergia a peixe.

Neste caso, sua introdução pode esperar mais um pouco e, quando realizada, deve ser ofertado um tipo de peixe de cada vez e a criança ficar sob observação. Uma ótima alternativa é o cação, devido não ter espinhos. A introdução de peixe na alimentação da criança é importante, para garantir o suprimento de ferro de boa disponibilidade e proteger-lhe do risco de anemia.

31 de out. de 2011

Música pode afetar sabor do vinho


Tomar vinho enquanto se escuta um determinado tipo de música pode afetar a forma como se percebe o sabor da bebida.

Uma pesquisa realizada por estudiosos da escocesa Heriot Watt University, em Edimburgo, demonstrou que quando uma taça de cabernet foi tomada ao som de música pesada, o vinho foi percebido como “60% mais poderoso, rico e robusto” do que quando tomado no silêncio.

A pesquisa sugere que o vinho do tipo cabernet é “mais afetado” por músicas consideradas pesadas, enquanto o chardonnay teria a sua percepção de sabor modificada com “sons energéticos”. A pesquisa envolveu 250 estudantes na universidade, que receberam uma taça gratuita por sua cooperação.

Cantos de monges

Quatro música diferentes foram tocadas –”Carmina Burana”, de Carl Orff (“poderosa e pesada”), “Valsa das Flores”, de Tchaikovsky (“sutil e refinada”), “Just Can’t Get Enough”, do Nouvelle Vague (“energética e refrescante”) e “Slow Breakdown”, de Michael Brook (“melosa e leve”).

O vinho branco foi percebido como 40% “mais energético e refrescante” quando a música do Nouvelle Vague foi tocada, mas apenas 26% mais “meloso e leve” do que quando saboreado ao som de Michael Brook.

O vinho tinto chegou a sofrer variação de 60% na percepção de seu sabor quando acompanhado por Carmina Burana, a música “poderosa e pesada”.

O professor Adrian North, que liderou o estudo, acredita que a pesquisa poderia levar produtores de vinhos a imprimirem recomendações de músicas nos rótulos de seus vinhos.

A pesquisa foi feita por encomenda do chileno Aurélio Montes, produtor de vinhos. Seus vinhos são produzidos aos sons de cantos de monges. “Foi, portanto, um passo natural me ligar à Heriot Watt para determinar cientificamente o impacto da música no sabor do vinho”, disse Montes.

Fonte: Gisele Gimenes / jornal Folha de São Paulo / maio 2008

29 de out. de 2011

Ceará é o maior produtor de camarão do Brasil



Com a produção de 30 mil toneladas de camarão em 2010, o Ceará ultrapassou o Rio Grande do Norte e consagrou-se como o maior produtor do crustáceo no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC).
A cadeia produtiva do camarão emprega, no estado, 15 mil pessoas. 
Todavia, para os produtores esse número poderia ser bem maior pois  “o Brasil ainda consome pouco camarão. 
O consumo nacional é em torno de meio quilo per capita por ano, enquanto em países como o México o consumo é de 1,5kg per capita por ano. Nós temos que buscar esse mercado. O Brasil é muito grande e nosso consumo de camarão é basicamente no litoral”, afirma o criador e presidente da Associação dos Criadores de Camarão do Ceará, Cristiano Maia.
Em todo o Brasil, são cerca de 1300 produtores de camarão em cativeiro, 95% dos quais estão no Nordeste. 
De acordo com presidente da ABCC, Itamar Rocha, em 2011, a expectativa é que 99% da produção seja consumida no país.


Fonte: http://g1.globo.com/

"quando e como" nasceu o Bolinho de Bacalhau...


...depois que a batata chegou em Portugal, 
em 1760

A batata chegou na Europa (e em Portugal, em 1760 e logo começaram a surgir diferentes utilizações para este novo tubérculo que então descobria e chegava num novo continente. Desse momento até á invenção uma boa iguaria culinária não decorreu muito tempo não...

O “bolinho de bacalhau”, também designado de pastel de pacalhau, encontra-se claramente referenciado pela primeira vez, em 1841, na obra “A Arte do Cozinheiro e do Copeiro” de António Lobo Barbosa Teixeira Ferreira Girão, Visconde de Vilarinho de São Romão. 

No entanto, é sabido que mesmo nessa época o seu uso na gastronomia portuguesa estava já há quase um século disseminado de norte a sul do país, predominando, no entanto, na região de Lisboa.

Terão então feito parte dos seus ingredientes o pão e o queijo ralado e a sua fritura era feita exclusivamente em azeite, tendo a sua receita sido afinada/melhorada até obter, finalmente, um consenso geral, mas isso apenas no início do sec. XX, com o Tratado Culinário de Bento da Maia (1904). 

Feito de partes iguais de bacalhau e batata, ovo, cebola, salsa picada, sal e pimenta q.b., usam-se duas colheres para moldar o formato e o tamanho.  Depois, a sua fritura é realizada  em óleo, como hoje é consensual, e deverá sentir-se na boca ainda um pouco húmido e,  se possivel, estaladiço (isso quando degustado imediatamente após a fritura)

27 de out. de 2011

Como as especiarias chegaram no Brasil


... e como a "pimentinha" saiu do Brasil para conquistar o mundo...!

As especiarias são temperos (condimentos) usados na culinária para proporcionar sabores diferentes nas comidas. Algumas especiarias também eram, e ainda são, utilizadas na fabricação de cosméticos, óleos e medicamentos. As principais são: pimenta, gengibre, cravo, canela, noz moscada, açafrão, cardamomo e ervas aromáticas.

Na época das Grandes Navegações e Descobrimentos Marítimos portugueses (séculos XV e XVI) eram muito valorizadas na Europa, pois não podiam ser cultivadas neste continente em função do clima. O surgimento e crescimento da burguesia também aumentou a demanda por produtos considerados de luxo na época, como, por exemplo,  as especiarias.

No século XV, os comerciantes de Gênova e Veneza, cidades italianas, tinham o monopólio destas especiarias. Compravam no Oriente, principalmente na Índia e China, e vendiam com alta porcentagem de lucro no mercado europeu. Estas especiarias eram levadas para Europa através da rota do Mar Mediterrâneo, dominada pelos comerciantes italianos.

Mas no século XVI  os portugueses descobriram uma rota alternativa para chegar ao oriente, através da navegação pela costa africana. Passaram então a comprar as especiarias diretamente na fonte e tiraram o monopólio dos italianos. As caravelas portuguesas chegavam à Europa carregadas de especiarias, que eram vendidas com alta taxa de lucro. Portugal se tornou uma potência econômica da época.

Foi também dessa forma que ao chegarem no Brasil, os portugueses trouxeram com eles essas especiarias que hoje fazem parte da nossa vida, da nossa culinária e da nossa cultura, tanto mais que o Brasil tem características climáticas que permitiram a sua cultura desde logo em muitas regiões deste nosso imenso território, o que não era possível na Europa de então.

No entanto, um movimento inverso a este também se verificou na mesma época: Pouca gente o sabe, mas foram os portugueses que introduziram no Velho Mundo, na Europa,  o picante, a pimentinha,  que encontraram no Brasil.

Foram buscar as plantas à floresta amazónica, de onde é originária, e levaram-na para África, onde se desenvolveu bem. Transportaram-na depois para a Ásia, onde ela foi desde logo muito apreciada se se integrou nos hábitos regionais aí permanecendo até aos dias de hoje.

As pimentinhas foram também introduzidas na Índia pelos portugueses, porque os indianos não usavam picante até então. Conheciam a pimenta vulgar, aquela que nós ainda hoje chamamos de pimenta do reino, o cravinho e muitas outras especiarias, mas desconheciam esse novo sabor, esse novo condimento. 


 E assim a pimentinha saiu do Brasil para conquistar o Mundo !

26 de out. de 2011

Carne SUÍNA : vale a pena sim !


Todos conhecemos o quanto pode ser saboroso degustar um prato de carne de porco ou suina, pelo seu sabor muito especial e pela facilidade com que absorve os temperos e os enriquece em nosso paladar. Um manjar ao qual muitos ainda resistem, em alguns casos por preconceito e também porque recentemente aos e falar erradamente de gripe suína, esse boato fez com que se espalhasse a ideia que comer carne de porco poderia trazer grave prejuizo para  saúde. Nada de mais errado e enganador.

Carne de Porco pode e deve ser consumida sem perigo, desde que bem cozinhada e aproveitando todo o seu potencial de sabor e de3 vantagens para a saúde.

Na verdade a carne suína é saudável e saborosa. No mundo todo  ela é a carne mais consumida (64%, contra 27% da bovina e 8% da carne de frango), com exceção do Brasil, onde ela aparece em terceiro lugar. Por quê?

Porque até uns trinta anos atrás, no Brasil, o porco era criado sem cuidado, solto ao redor das casas de fazendas, comendo tudo o que encontrava. E a sua finalidade principal era produzir banha, pois se vivia então uma época em que quase não havia óleos vegetais e em que todos os alimentos eram preparados banha, inclusive na sua conservação.

Para a produção de banha do porco, o ideal era que o animal pesasse até 300 quilos, mas, hoje em dia um animal médio pesa em torno de 110 quilos e sua gordura foi reduzida em até 80%, porque o objetivo hoje é a carne, e não mais a banha.

No entanto,  o preconceito ficou e é o que  campanhas  como aquela que foi denominada "Um novo olhar sobre a carne suína",  estão tentando erradicar, mostrando que hoje o suíno é produzido em instalações adequadas, tratado com toda higiene, alimentado corretamente e que passa por pelo menos cinco inspeções antes de ser declarado apto para o consumo.
Um terceiro fator é também importante e merece ser destacado: a suinocultura é um elemento importante de fixação do homem no campo, proporcionando emprego e renda a milhões de pessoas, evitando que venham aumentar o círculo de pobreza das cidades.

O custo para instalar cada pessoa na cidade é sete vezes maior do que o de conservá-la no interior, onde, ao invés de dependente, é produtiva e certamente, feliz. E há espaço para isto. 

O Brasil é o quarto maior produtor mundial e também o quarto maior exportador mundial, justamente porque o consumo interno não é expressivo. A Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS) e todas as suas afiliadas estaduais por isso estão empenhadas em aumentar o consumo interno, que é de apenas 13 kg/habitante ano (dos quais 10% em forma de produtos industrializados, como linguiça, presunto, salame etc., e apenas 3% em forma de cortes), contra 26 kg no Paraguai, por exemplo, e 67 kg na Áustria. A campanha começou em 2007, já aumentou as vendas de carne suína nos supermercados entre 50% e 270%, sinal de que a população brasileira sabe, sim, apreciá-la.

Benefícios da carne suína

O médico nutrólogo, Maximo Asinelli, ressalta que as características físicas e químicas da carne suína são imensas. "Além se serem saudáveis, sua maciez e sabor agradável, são fatores que tornam a carne suína bem aceita pelos consumidores" e completa, "a carne suína possui adequado teor de proteínas (19 a 20% na carne magra) com boa combinação de aminoácidos essenciais, apresentados em forma biologicamente disponível. Também é uma excelente fonte de vitaminas do complexo B, principalmente de Tiamina (B1), Riboflavina (B2) e Cobalamina (B12)", diz Máximo.

A Tiamina, por exemplo, é importante para o metabolismo das gorduras, carboidratos e proteínas, e essencial no sistema nervoso central e devido a isto é conhecida como vitamina antineurítica.

Já a Riboflavina - só encontrada em tão grande quantidade na carne suína e no leite - é essencial para a formação de células vermelhas do sangue, para a ocorrência da neoglicogênese e na regulação das enzimas tiroideanas. A riboflavina combina-se com o ácido fosfórico nos tecidos, fazendo parte de duas coenzimas: a flavina mononucleotídio e a flavina adenina dinucleotíeo.

Essas enzimas participam dos processos de oxirredução nas células e como enzimas desidrogenases, que catalisam o primeiro passo na oxidação de intermediários do metabolismo dos ácidos graxos e da glicose e também estão envolvidas na ativação da vitamina B6.

A Cobalamina (B12) é importante no metabolismo dos ácidos nucléicos é essencial para o funcionamento de todas as células do organismo, especialmente no trato gastrointestinal, tecido nervoso e medula óssea. Atua também na maturação das células sangüíneas vermelhas e na formação da bainha de mielina. Esta envolvida no metabolismo das gorduras, proteínas e carboidratos e também do ácido fólico.

Mas tem mais...

"A carne suína também se destaca pelo seu conteúdo de cálcio, fósforo e principalmente potássio, que tem importante função na normalidade da pressão sanguínea. E, como se sabe, a hipertensão tem alta prevalência na população humana e as principais indicações nutricionais para controlá-la são as de diminuir o sódio e aumentar o potássio",  ressalta o nutrólogo.

Outro mineral importante da carne suína é o ferro, que é biodisponível e rapidamente assimilado pelo organismo A deficiência de ferro é especialmente sentida pelas crianças e mulheres: público alvo de riscos de anemia.

Ao consumir 85 gramas de carne suína, um indivíduo atende aos seguintes percentuais de suas necessidades diárias de nutrientes: 53% de tiamina (B1), 33% cobalamina (B12), 22% de fósforo, 20% de niacina (B3),19% de riboflavina (B2), 18% de piridoxina (B6),15% do zinco ,15% do zinco 11% do potássio , 7 % do ferro e 6% do magnésio.

Carne Suína: deliciosas receitas, um sabor todo especial no nosso prato e um contributo muito positivo para a saúde em geral !

24 de out. de 2011

Hum....! Bacalhau à Brás (...ou Braz)

O Bacalhau à Brás (ou também Bacalhau à Braz) é um prato típico português de bacalhau. Sendo um dos pratos mais populares confeccionados com este peixe, consiste em bacalhau desfiado, batata palha frita e ovo mexido. É muito consumido em Portugal e também em Macau e outras ex-colónias de Portugal, mas no Brasil essa receita é pouco conhecida


A receita terá sido criada em Lisboa, por um taberneiro do Bairro Alto,  um dos bairros mais típicos e tradicionais da boemia local.  O dono de boteco (ou taberneiro) se chamava Brás (ou Braz, como era uso grafar nessa época) e manda a tradição que foi ele o autor ou, pelo menos, o divulgador, do bacalhau que acabou levando o seu nome.
A  popularidade deste prato levou-o até a atravessar a fronteira com a Espanha, sendo por vezes possível encontrá-lo também em ementas espanholas sob designações como "revuelto de bacalao a la portuguesa".
Até há  poucos anos, quinze ou vinte no máximo, o Bacalhau à Brás era um prato maior da cozinha da Estremadura (região próxima a Lisboa)  figurava nos cardápios dos melhores restaurantes da capital, ombreando com os maiores exemplos da grande cozinha. Era normal que fosse servido em banquetes de recepção a reis e presidentes estrangeiros quando nos visitavam. Era uma experiência que não se esquecia!
Ingredientes
 - 1 kg Bacalhau Tipo Porto
 - 4 colheres (sopa) de azeite
 - 2 dentes de alho, 2 cebolas grandes
- 1 kg de batatas palha
 - 10 ovos, sal e pimenta a gosto
- salsa e azeitona
- azeite português
Modo de Preparar
Escalde o Bacalhau em água a ferver por 5 minutos, escorra e separe em pequenas postas. Descasque as batatas e corte igualmente em pequeninas palhas. Parta os ovos dentro de um recipiente e bata bem. Pique a cebola e o dente de alho, e leve-os ao fogo para refogar. Logo que comecem a dourar junte o bacalhau. Mexer sempre, sobre o fogo, durante 2 min. Junte depois as batatas palha, mexa muito bem durante 1 min. e, por fim, junte os ovos batidos. Mexa com cuidado até os ovos estarem mais ou menos passados, a gosto. Deite então em travessa ou pirex e sirva quente, polvilhado com salsa picada e azeitonas. Decore com raminhos de salsa.

22 de out. de 2011

"histórias" de RISOTO

A origem da receita original do Risoto a la Milanese




Açafrão
A receita original deste risoto surgiu em 1574. na época da construção da Catedral Duomo di Milano que se prolongou por quase 200 anos, atraindo inúmeros
carpinteiros, arquitetos e pintores que viajaram de toda a Europa para o norte da Itália.

Em uma pequena fazenda e atellier ali perto se havia estabelecido uma comunidade Belga na qual Valerio de Fianders, mestre na fabricação de vidros, estava encarregado de construir muitas das janelas para a Catedral e,  para isso, chamou muitos estudantes que o ajudaram durante anos.

Um deles, em particular, se destacava dos outros pela sua habilidade em misturar cores. Seu segredo era misturar um pouco de açafrão quando o vidro estivesse pronto e seu mestre sabia da paixão de seu mais próspero aluno pelo açafrão, embora fingisse que não nada sabia e se limitando a dizer a seu aluno, irritando-o, que se ele continuasse com isso iria acabar colocando açafrão no risoto.

Após anos  de provocações por parte do mestre, o aluno decide aplicar à letra o seu conselho ou desafio: a filha de Valerio iria se casar e o aluno subornou o cozinheiro para que este colocasse no risoto um pouco de açafrão.

Imagine-se então  a surpresa dos convidados quando viram aquele arroz amarelo. Um deles teve a coragem de experimentar, depois outro e mais outro e todos adoraram surgindo assim o risotto alla milanese.

18 de out. de 2011

Os paises da orla Mediterrânea e a sua saudável dieta

Assim se vive mais no Mediterrâneo

Comer, beber, viver !!!!

Mesa saudável, farta e diversa,  boa companhia e tempo para poder desfrutar...

Os povos que habitam as bordas do mar Mediterrâneo vivem bem - e grande parte do mérito se deve a sua dieta naturalmente saudável, cheia de pequenos hábitos alimentares que fazem toda a diferença. Há milênios os mediterrâneos preferem o azeite - extraído das azeitonas que sempre foram fartas nas terras áridas da região - à manteiga, que nunca foi abundante por ali. Como não há pasto, não há fartura de carne ou leite. Mas sobram peixes e frutos do mar. E, em um clima quente e ensolarado como aquele, há uma profusão de frutas e vegetais, que são consumidos frescos ou secos.  Assim, conduzidos pela escassez, os povos da região desenvolveram sem notar uma dieta saudável, com pouco colesterol, o que resulta em baixíssimos índices de doenças cardíacas, diabetes, hipertensão e obesidade.

A longevidade mediterrânea começou a chamar a atenção da ciência nos anos 40 e logo o foco se voltou para a culinária local. De repente, as receitas tradicionais saltaram da cozinha para os laboratórios e os cardápios invadiram as revistas médicas, o que só fez aumentar a legião de fãs que buscavam viver mais e com mais saúde, mas sem abdicar do sabor. As pesquisas continuam. Em 1997, a prestigiosa Faculdade de Medicina de Harvard, com o Oldways Preservation and Exchange Trust - uma ONG que traduz pesquisas científicas sobre nutrição em dicas práticas - e a Organização Mundial de Saúde, elaboraram uma pirâmide alimentar mediterrânea que resume os hábitos à mesa dos povos longevos da região. O estudo vale por uma consulta ao nutricionista.

Na base da pirâmide vencontram-se produtos consumidos diariamente, como massas, pães, trigo, arroz, frutas frescas e secas, legumes, verduras, ervas e especiarias, leguminosas, nozes, azeite de oliva, queijos, iogurtes e vinho. No meio estão os peixes, frutos do mar, aves, ovos e doces, presentes na mesa algumas vezes por semana. No topo estão as carnes, restritas a porções mensais. E ao longo de toda a pirâmide estão as atividades físicas, como subir e descer montanhas, navegar e caminhar pela cidade. No Mediterrâneo, não há chance para sedentarismo.

A   pirâmide mostra que a dieta mediterrânea saudável é composta por polpudas quantidades de fibras, proteínas vegetais, vitaminas, minerais e outras substâncias de nome difícil que o organismo adora. Esse coquetel protege e estimula o bom funcionamento dos órgãos e equilibra o volume de gordura saturada no sangue, o que pode prevenir o câncer e o surgimento de doenças cardíacas.   Conforme indicam pesquisas médicas recentes, existe sim relação entre gordura saturada e colesterol alto, que, por sua vez, está ligado a doenças cardíacas. E existe também uma relação entre fibras e vitaminas e a prevenção do câncer.

Estilo de vida
Mas a fórmula da vida longa às margens do Mediterrâneo extrapola as linhas do cardápio. Nessa região de praias ensolaradas e antigas oliveiras retorcidas pelo vento, vive-se por prazer, e ele está nas coisas simples, como o ato de cozinhar e de alimentar-se, aos quais se dedica outra coisa: tempo. Faz parte da tradição mediterrânea doar-se à mesa e não encaixar as refeições entre uma atividade e outra. Com tempo, é possível apreciar melhor a comida e, assim, ativar o centro de saciedade no cérebro,   . Alimentar-se com calma e prazer é acertar na quantidade de comida de que o corpo precisa, o que significa ingerir calorias sem excesso.

Outra característica mediterrânea igualmente prazerosa e saudável é a seqüência de pratos de uma refeição, servida em pequenas porções. Entre a entrada e a sobremesa, podem chegar à mesa mais de 20 iguarias. Nesse delicioso costume reside a variedade e a parcimônia, ou seja, come-se de tudo um pouco. Primeiro benefício: uma dieta variada é sinônimo de saúde. Segundo: alimentos bastante calóricos e saudáveis, como o azeite de oliva e as nozes, não viram vilões.

O ciclo da terra
"A cozinha mediterrânea, dotada dos recursos que a terra oferece, de cores e sabores típicos do sul, é a mistura da tradição e da brilhante improvisação", escreveu a inglesa Elizabeth David, uma das responsáveis pela disseminação dos sabores da culinária mediterrânea pelo norte da Europa.

O mar Mediterrâneo sempre foi um meio de intercâmbio cultural entre berberes, fenícios, romanos, árabes, turcos, mouros e franceses. Numa longa história de ocupações e conquistas, as comidas desses povos cruzaram fronteiras e se firmaram na mesa de 15 países banhados pelo mar e que se estendem por três continentes: Espanha, França, Itália, Albânia, Grécia, Iugoslávia, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Turquia, Síria, Líbano e Israel. Isso explica por que alguns pratos e bebidas idênticos recebem nomes diferentes em cada país.

Mas a essência é a mesma em todas elas: representam o modo de viver das pessoas, a relação delas com suas tradições e com sua terra. "A culinária mediterrânea está fundamentada nos alimentos que a natureza fornece. Alguns existem na região desde que o mundo é mundo, como as azeitonas, o trigo, a uva, limão, pistache, peixes, carnes e leite de ovinos e caprinos; outros foram levados por diversos povos ao longo do tempo e é impossível conceber a culinária mediterrânea sem eles: tomate, berinjela, abobrinha, pimentão", explica Heloisa Bacellar, culinarista do Atelier Gourmand.

No Mediterrâneo, as pessoas se alimentam de acordo com as estações do ano - pois não encontram todas as hortaliças disponíveis durante todos os meses no mercado. "No final do verão, há pilhas de berinjelas, abobrinhas, pimentões e tomates, e então se fica sabendo que é época de ratatouille, um prato de cozido de legumes", diz a escritora Paula Wolfert, que dedicou 35 anos em pesquisas de campo. Ela verificou que o apreço pelo produto da estação tem efeito benéfico na culinária mediterrânea, obrigando cozinheiros a inventar diversas maneiras de preparar alimentos que se tornariam enjoativos se servidos sempre do mesmo modo.

Com pratos criativos e muito saudáveis à mesa, a dieta mediterrânea só estará completa se houver companhia. "Comer e partilhar são atos inseparáveis", escreveu Paula. Para seus habitantes, cultuar o corpo tem outro significado: é abastecer-se da energia de alimentos e de momentos prazerosos para assim manter as atividades corriqueiras e a saúde em dia.

Os povos que habitam as bordas do mar Mediterrâneo vivem bem - e grande parte do mérito se deve a sua dieta naturalmente saudável, cheia de pequenos hábitos alimentares que fazem toda a diferença. Há milênios os mediterrâneos preferem o azeite - extraído das azeitonas que sempre foram fartas nas terras áridas da região - à manteiga, que nunca foi abundante por ali. Como não há pasto, não há fartura de carne ou leite. Mas sobram peixes e frutos do mar. E, em um clima quente e ensolarado como aquele, há uma profusão de frutas e vegetais, que são consumidos frescos ou secos.

15 de out. de 2011

Pastel de bacalhau / BOLINHO DE BACALHAU

Bolinhos ou pastéis de bacalhau [1][2] são uma especialidade da gastronomia portuguesa, podendo ser encontrados por toda a região Mediterrânea, sendo também muito populares em Angola e no Brasil onde é um petisco muito apreciado em restaurantes e adegas portuguesas .
 No centro e sul de Portugal são conhecidos por pastéis de bacalhau e, no norte, por bolinhos de bacalhau.
O pastel de bacalhau foi um dos candidatos finalistas às 7 Maravilhas da Gastronomia portuguesa.
A primeira receita oficial do bolinho de bacalhau data de 1904, em um livro chamado Tratado de Cozinha e Copa, de Carlos Bandeira de Melo, um oficial do exército português que usava o pseudônimo Carlos Bento da Maia. A obra de Carlos Melo entraria para a história como a primeira a apresentar uma receita do prato.
 (...) Toma-se o bacalhau cozido, limpa-se de peles e espinhas, mistura-se com batatas cozidas e bastante salsa cortada em pedaços, e passa-se tudo pela máquina de picar. O polme resultante liga-se com leite e gemas de ovos e tempera-se com um pouco de sal fino e pimenta em pó. Bate-se a massa, à qual juntam-se as claras de ovos, previamente batidas em castelo, liga-se tudo rapidamente, tira-se a massa às colheradas, que tendem, fazendo-se passar de uma para outra, (as colheres molham-se no azeite fervente em que os bolos hão de ser fritos) e, em seguida e sucessivamente, põe a frigir. O azeite deve ser abundante, para que os bolos mergulhem nele sem tocar o fundo. Tiram-se do azeite com uma colher crivada e põem-se a escorrer. (...)   — Carlos Bandeira de Melo em Tratado de cozinha e copa, 1904.
Apesar de indicar o modo de preparo e os ingredientes, o autor foi omisso em relação à proporção dos ingredientes, no entanto, sua descrição serviu como base para as variações da receita existentes até os dias de hoje.
Variantes
Na França se considera que seja uma receita de origem guadalupenha (na língua indígena da ilha são acras) e são ligeiramente picantes.
 Na Catalunha são muito populares, não contém capsicum e costumam ser fritos em azeite. Em ambos os lugares, são feitos com bacalhau demolhado e desmigado (exqueixat) misturado com uma massa típica de pasteis (água ou leite, farinha, ovos) juntando alho, salsa e às vezes também cebola picada. Também se costumam comer como aperitivo ou petisco, em pratos de frituras variadas ou como acompanhamento em pratos combinados. Esta variante com massa de farinha, em Portugal, é chamada de patanisca ou isca de bacalhau.
Pastel de bacalhau brasileiro / BOLINHO DE BACALHAU
No Brasil também pode ser encontrada uma variante que apesar de ter o nome de "pastel de bacalhau", similar ao nome utilizado em parte de Portugal e nos PALOP para o bolinho de bacalhau, é ligeiramente diferente, se referindo a um pastel, alimento típico brasileiro semelhante à empanada latino-americana que consiste de uma massa recheada com algum ingrediente e frita; neste caso específico, recebe o recheio de bacalhau. Este tipo de pastel teve origem numa receita de emigrantes portugueses que se radicaram em São Paulo e lançaram essa iguaria no Hocca Bar, localizado no Mercado Municipal de São Paulo.

10 de out. de 2011

A CULINÁRIA PORTUGUESA E A CULINÁRIA MEDITERRÂNEA


    A culinária portuguesa ou de raiz portuguesa, ainda que possamos achar que está confinada apenas a um espaço geográfico relativamente pequeno, mostra influências mediterrânicas muito evidentes
(incluindo-se na chamada “dieta mediterrânica”)
e também influências atlânticas, como é visível na quantidade de peixe consumida tradicionalmente.
       Muito mudou desde que Estrabão se referiu aos Lusitanos como um povo que se alimentava de bolotas.
     A base da gastronomia mediterrânica, assente na trilogia do pão, vinho e azeite, repete-se em todo o território nacional, acrescentando-se os produtos hortícolas, como em variadas sopas, e os frutos frescos.  
   
    A carne e as vísceras, principalmente de porco, compõem também um conjunto de pratos e petiscos regionais, onde sobressaem os presuntos e os enchidos.


    Com o advento das descobertas marítimas, a culinária portuguesa rapidamente integrou o uso, por vezes quase excessivo, de especiarias e do açúcar, além de outros produtos, como o feijão e a batata, que foram adoptados como produtos essenciais.
   Note-se que toda essa  variedade de pratos regionais se verifica mesmo em áreas próximas. Duas cidades vizinhas podem apresentar, sob o mesmo nome, pratos que podem diferir bastante na forma de confecção, ainda que partilhem a mesma receita de base.

O VINHO

Para os italianos como para outros povos mediterrânicos, estar à mesa é um ritual que convida à camaradagem e estimula os sentidos.
Mas, na opinião dos especialistas, esses hábitos alimentares são muito mais do que apenas um estilo de vida.


A dieta mediterrânea é considerada uma proteção contra doenças cardíacas e diabetes, redução de alergias, controle do peso, prevenção do Alzheimer, osteoporose e câncer.


A lógica da pirâmide alimentar italiana parte do princípio de que, para ter saúde, não é preciso privar-se do bem-estar. O que significa que vinho, cerveja e até embutidos são opções permitidas. Com moderação, é claro.


Para acompanhar as refeições, vinho ou cerveja. A porção de referência é de 100ml/dia, num total de 7 por semana, dado o seu alto valor calórico.


Samos hoje que o vinho é um produto complexo que possui mais de 400 compostos, muitos deles com funções fisiológicas. Por possuir alta quantidade de flavonóides (antioxidantes), ele evita a formação de placas de gorduras na parte interna dos vasos sanguíneos (ateromas), diminuindo o risco de doenças cardiovasculares.
De acordo com a cultura mediterrânea, o consumo deve ocorrer durante as refeições, pois a presença de alimentos ameniza os efeitos tóxicos do álcool no organismo
O vinho...ah...  este acaba equilibrando totas as coisas...

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O PÃO

As terras que se encontram ao redor do Mediterrâneo partilham uma longa história, em que intervieram vários povos, e um clima muito especial, o que permite que exista uma culinária mediterrânica bem rica. Típicos desta região são também as oliveiras, os citrinos e uma enorme variedade de ervas de cheiro, que dão cor e sabor especiais a esta culinária.


O trigo, base da alimentação


Pode dizer-se que a base da alimentação nos países mediterrânicos é o trigo em suas várias formas. O pão, em todos os países do norte de África é de preferência achatado e pode ser usado como um “envelope” dentro do qual se coloca algum recheio – o famoso pão pita – provavelmente derivado do pão ázimo dos judeus, mas este com massa fermentada. Na parte europeia do Mediterrâneo, em geral prefere-se pão com algum volume, que se corta em fatias ou pequenos pedaços para consumir; no entanto, a pizza típica de Itália é provavelmente uma forma de pão achatado.


Outra forma de consumir o trigo é na forma de massas alimentícias, como o spaghetti e seus “parentes” na parte européia do Mediterrâneo, e o cuscus do norte de África. Na Etiópia e norte do Sudão, o “pão” é mais parecido com o roti indiano, um crepe de massa de trigo (ou teff) fermentada cozido no vapor, chamado injera (em amárico).


Ainda outra maneira de utilizar a farinha – ou a sêmola – é em doces e bolos que quase sempre se encontram na mesa dos povos desta região, pelo menos ao fim da refeição.


O Pão em Portugal


O pão é, sem dúvida, um dos alimentos base da alimentação portuguesa e de toda a região mediterrânica. Em Portugal ele é fabricado em diversas formas, não se limitando ao pão de trigo, de que o pão alentejano é talvez o mais representativo, existindo também a broa de milho, típica do Norte de Portugal, ainda que apreciada em todo o país, o pão de centeio (por exemplo, da Serra da Estrela), etc. O pão alentejano, geralmente de grandes dimensões (pão de quilo) e com miolo compacto, é pensado para durar mais do que um dia (algumas variedades são ainda mais apreciadas no dia seguinte à cozedura) e é utilizado em diversos pratos como as açordas e as migas à alentejana.


Fora destar, continua a utilizar-se pão para outros pratos, como o torricado (um pão grande, torrado com azeite e que é servido como acompanhamento, próprio do centro do país), o bacalhau espiritual, diversos ensopados e, entre os doces, as rabanadas ou fatias-paridas, os mexidos, etc. Note-se que o doce de Évora designado como pão de rala não leva pão na sua confecção.


No norte de Portugal, junto ao Porto, é célebre a "broa de Avintes", mas existem outras espécies de pão, como a fogaça, a rosca (o pão vulgarmente utilizado no norte, ao Domingo, dia em que o padeiro não vai levar o pão a casa), as “caralhotas” de Almeirim (pães redondos e de tamanho médio, especialmente apreciados quando acabados de sair do forno), o pão-com-chouriço (frequente em feiras e festas, onde é consumido quente, cozendo no forno com o chouriço já no seu interior), os folares (próprios da Páscoa), etc.


No norte de Portugal, há ainda a referir as "bolas" (lê-se "bôlas") que tanto podem significar grandes pães com carne misturada (em Trás-os-Montes) ou pães baixos, redondos e compactos servidos com sardinhas ou carne (como acontece em algumas partes do Minho).

o AZEITE, companheiro indispensável da boa cozinha ...

O azeite é um alimento 100% presente na dieta dos Portugueses assim como dos Brasileiros. E é até no no Brasil você verifica uma utilização do azeite bem mais intensa, principalmente na mesa, quando você complementa o sabor de cada prato com um "fio de azeite" que faz ressaltar o sabor de qualquer receita.


O azeite é um produto alimentar, usado como tempero, produzido a partir da azeitona, fruto advindo das oliveiras. Trata-se, pois, de um alimento antigo, já usual na Grégia e Roma antigas, um verdadeiro clássico da culinária contemporânea, sempre regular na dieta mediterrânea e nos dias atuais presente em grande parte das cozinhas.


Além dos benefícios para a saúde o azeite adiciona à comida um sabor e aroma peculiares. inegualáveis, inesqueciveis !!!

A região mediterrânea, atualmente, é responsável por 95% da produção mundial de azeite, favorecida pelas suas condições climáticas, propícias ao cultivo das oliveiras, com bastante sol e clima seco. E o azeite desta região é considerado sem sobra de dúvida o melkhor do mundo.


Tradicionalmente, grande parte dos pratos começam por ser preparados a partir de um refogado de cebola e/ou alho, mais ou menos puxado (mais ou menos escuro), em azeite. Mas ele é utilizado de muitas outras formas.


A origem da oliveira, na sua forma primitiva, remonta à Era Terciária, anterior portanto ao aparecimento do homem, e se situa na Ásia Menor, provavelmente na Síria ou na Palestina, regiões onde foram descobertos vestígios de instalações de produção de azeite e fragmentos de vasos datados do começo da Idade do Bronze. Contudo, em toda a bacia do Mediterrâneo foram encontradas folhas de oliveira fossilizadas, datadas do Paleolítico e do Neolítico, sendo também pesquisada a sua origem ao sul do Cáucaso, nos altos planos do Irã.


O uso do azeite na Antiguidade


Por volta de 3000 anos antes de Cristo, a oliveira já seria cultivada por todo o Crescente Fértil. Sabe-se, no entanto, que, há mais de 6 mil anos, o azeite era usado pelos povos da Mesopotâmia como um protetor do frio e para o enfrentamento das batalhas, ocasiões em que as pessoas se untavam dele.


De acordo com a Bíblia, havia comércio de azeite entre os negociantes da cidade de Tiro, que, provavelmente, o exportavam para o Egito, onde as oliveiras, na maior parte, não oferecem um produto de boa qualidade. Há também informações extraídas do Antigo Testamento bíblico de que teria sido na quantidade de 20.000 batos (2 Crônicas 2:10), ou 20 coros (1 Reis 5:11), o azeite fornecido por Salomão a Hirão, sendo que o comércio direto desta produção era, também, sustentado entre o Egito e a Israel (1 Reis 5:11; 2 Crônicas 2:10-15; Isaías 30:6 e 57.9; Ezequiel 27:17; Oséias 12:1).


A propagação da cultura do azeite pelas demais regiões mediterrânea provavelmente deve ter ocorrido por meio dos fenícios e dos gregos. Assim, já na Grécia antiga se cultivava a oliveira, bem como a vinha. E, desde o século VII a.C., o óleo de oliva começou a ser investigado pelos filósofos, médicos e historiadores da época em razão de suas propriedades benéficas ao ser humano.


Os gregos e os romanos sem dúvida descobriram várias aplicações do azeite, com suas múltiplas utilizações na culinária, como medicamento, unguento ou bálsamo, perfume, combustível para iluminação, lubrificante de alfaias e impermeabilizante de tecidos.


Além disso, o azeite é mencionado em quase todas as religiões da Antiguidade, havendo inúmeras lendas e mitos a respeito. Muitas das vezes a oliveira era considerada símbolo de sabedoria, paz, abundância e glória para os povos.


resumindo : O AZEITE É FANTÁSTICO  !!!