Mostrando postagens com marcador culinária portuguesa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador culinária portuguesa. Mostrar todas as postagens

18 de out. de 2011

Os paises da orla Mediterrânea e a sua saudável dieta

Assim se vive mais no Mediterrâneo

Comer, beber, viver !!!!

Mesa saudável, farta e diversa,  boa companhia e tempo para poder desfrutar...

Os povos que habitam as bordas do mar Mediterrâneo vivem bem - e grande parte do mérito se deve a sua dieta naturalmente saudável, cheia de pequenos hábitos alimentares que fazem toda a diferença. Há milênios os mediterrâneos preferem o azeite - extraído das azeitonas que sempre foram fartas nas terras áridas da região - à manteiga, que nunca foi abundante por ali. Como não há pasto, não há fartura de carne ou leite. Mas sobram peixes e frutos do mar. E, em um clima quente e ensolarado como aquele, há uma profusão de frutas e vegetais, que são consumidos frescos ou secos.  Assim, conduzidos pela escassez, os povos da região desenvolveram sem notar uma dieta saudável, com pouco colesterol, o que resulta em baixíssimos índices de doenças cardíacas, diabetes, hipertensão e obesidade.

A longevidade mediterrânea começou a chamar a atenção da ciência nos anos 40 e logo o foco se voltou para a culinária local. De repente, as receitas tradicionais saltaram da cozinha para os laboratórios e os cardápios invadiram as revistas médicas, o que só fez aumentar a legião de fãs que buscavam viver mais e com mais saúde, mas sem abdicar do sabor. As pesquisas continuam. Em 1997, a prestigiosa Faculdade de Medicina de Harvard, com o Oldways Preservation and Exchange Trust - uma ONG que traduz pesquisas científicas sobre nutrição em dicas práticas - e a Organização Mundial de Saúde, elaboraram uma pirâmide alimentar mediterrânea que resume os hábitos à mesa dos povos longevos da região. O estudo vale por uma consulta ao nutricionista.

Na base da pirâmide vencontram-se produtos consumidos diariamente, como massas, pães, trigo, arroz, frutas frescas e secas, legumes, verduras, ervas e especiarias, leguminosas, nozes, azeite de oliva, queijos, iogurtes e vinho. No meio estão os peixes, frutos do mar, aves, ovos e doces, presentes na mesa algumas vezes por semana. No topo estão as carnes, restritas a porções mensais. E ao longo de toda a pirâmide estão as atividades físicas, como subir e descer montanhas, navegar e caminhar pela cidade. No Mediterrâneo, não há chance para sedentarismo.

A   pirâmide mostra que a dieta mediterrânea saudável é composta por polpudas quantidades de fibras, proteínas vegetais, vitaminas, minerais e outras substâncias de nome difícil que o organismo adora. Esse coquetel protege e estimula o bom funcionamento dos órgãos e equilibra o volume de gordura saturada no sangue, o que pode prevenir o câncer e o surgimento de doenças cardíacas.   Conforme indicam pesquisas médicas recentes, existe sim relação entre gordura saturada e colesterol alto, que, por sua vez, está ligado a doenças cardíacas. E existe também uma relação entre fibras e vitaminas e a prevenção do câncer.

Estilo de vida
Mas a fórmula da vida longa às margens do Mediterrâneo extrapola as linhas do cardápio. Nessa região de praias ensolaradas e antigas oliveiras retorcidas pelo vento, vive-se por prazer, e ele está nas coisas simples, como o ato de cozinhar e de alimentar-se, aos quais se dedica outra coisa: tempo. Faz parte da tradição mediterrânea doar-se à mesa e não encaixar as refeições entre uma atividade e outra. Com tempo, é possível apreciar melhor a comida e, assim, ativar o centro de saciedade no cérebro,   . Alimentar-se com calma e prazer é acertar na quantidade de comida de que o corpo precisa, o que significa ingerir calorias sem excesso.

Outra característica mediterrânea igualmente prazerosa e saudável é a seqüência de pratos de uma refeição, servida em pequenas porções. Entre a entrada e a sobremesa, podem chegar à mesa mais de 20 iguarias. Nesse delicioso costume reside a variedade e a parcimônia, ou seja, come-se de tudo um pouco. Primeiro benefício: uma dieta variada é sinônimo de saúde. Segundo: alimentos bastante calóricos e saudáveis, como o azeite de oliva e as nozes, não viram vilões.

O ciclo da terra
"A cozinha mediterrânea, dotada dos recursos que a terra oferece, de cores e sabores típicos do sul, é a mistura da tradição e da brilhante improvisação", escreveu a inglesa Elizabeth David, uma das responsáveis pela disseminação dos sabores da culinária mediterrânea pelo norte da Europa.

O mar Mediterrâneo sempre foi um meio de intercâmbio cultural entre berberes, fenícios, romanos, árabes, turcos, mouros e franceses. Numa longa história de ocupações e conquistas, as comidas desses povos cruzaram fronteiras e se firmaram na mesa de 15 países banhados pelo mar e que se estendem por três continentes: Espanha, França, Itália, Albânia, Grécia, Iugoslávia, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Turquia, Síria, Líbano e Israel. Isso explica por que alguns pratos e bebidas idênticos recebem nomes diferentes em cada país.

Mas a essência é a mesma em todas elas: representam o modo de viver das pessoas, a relação delas com suas tradições e com sua terra. "A culinária mediterrânea está fundamentada nos alimentos que a natureza fornece. Alguns existem na região desde que o mundo é mundo, como as azeitonas, o trigo, a uva, limão, pistache, peixes, carnes e leite de ovinos e caprinos; outros foram levados por diversos povos ao longo do tempo e é impossível conceber a culinária mediterrânea sem eles: tomate, berinjela, abobrinha, pimentão", explica Heloisa Bacellar, culinarista do Atelier Gourmand.

No Mediterrâneo, as pessoas se alimentam de acordo com as estações do ano - pois não encontram todas as hortaliças disponíveis durante todos os meses no mercado. "No final do verão, há pilhas de berinjelas, abobrinhas, pimentões e tomates, e então se fica sabendo que é época de ratatouille, um prato de cozido de legumes", diz a escritora Paula Wolfert, que dedicou 35 anos em pesquisas de campo. Ela verificou que o apreço pelo produto da estação tem efeito benéfico na culinária mediterrânea, obrigando cozinheiros a inventar diversas maneiras de preparar alimentos que se tornariam enjoativos se servidos sempre do mesmo modo.

Com pratos criativos e muito saudáveis à mesa, a dieta mediterrânea só estará completa se houver companhia. "Comer e partilhar são atos inseparáveis", escreveu Paula. Para seus habitantes, cultuar o corpo tem outro significado: é abastecer-se da energia de alimentos e de momentos prazerosos para assim manter as atividades corriqueiras e a saúde em dia.

Os povos que habitam as bordas do mar Mediterrâneo vivem bem - e grande parte do mérito se deve a sua dieta naturalmente saudável, cheia de pequenos hábitos alimentares que fazem toda a diferença. Há milênios os mediterrâneos preferem o azeite - extraído das azeitonas que sempre foram fartas nas terras áridas da região - à manteiga, que nunca foi abundante por ali. Como não há pasto, não há fartura de carne ou leite. Mas sobram peixes e frutos do mar. E, em um clima quente e ensolarado como aquele, há uma profusão de frutas e vegetais, que são consumidos frescos ou secos.

15 de out. de 2011

Pastel de bacalhau / BOLINHO DE BACALHAU

Bolinhos ou pastéis de bacalhau [1][2] são uma especialidade da gastronomia portuguesa, podendo ser encontrados por toda a região Mediterrânea, sendo também muito populares em Angola e no Brasil onde é um petisco muito apreciado em restaurantes e adegas portuguesas .
 No centro e sul de Portugal são conhecidos por pastéis de bacalhau e, no norte, por bolinhos de bacalhau.
O pastel de bacalhau foi um dos candidatos finalistas às 7 Maravilhas da Gastronomia portuguesa.
A primeira receita oficial do bolinho de bacalhau data de 1904, em um livro chamado Tratado de Cozinha e Copa, de Carlos Bandeira de Melo, um oficial do exército português que usava o pseudônimo Carlos Bento da Maia. A obra de Carlos Melo entraria para a história como a primeira a apresentar uma receita do prato.
 (...) Toma-se o bacalhau cozido, limpa-se de peles e espinhas, mistura-se com batatas cozidas e bastante salsa cortada em pedaços, e passa-se tudo pela máquina de picar. O polme resultante liga-se com leite e gemas de ovos e tempera-se com um pouco de sal fino e pimenta em pó. Bate-se a massa, à qual juntam-se as claras de ovos, previamente batidas em castelo, liga-se tudo rapidamente, tira-se a massa às colheradas, que tendem, fazendo-se passar de uma para outra, (as colheres molham-se no azeite fervente em que os bolos hão de ser fritos) e, em seguida e sucessivamente, põe a frigir. O azeite deve ser abundante, para que os bolos mergulhem nele sem tocar o fundo. Tiram-se do azeite com uma colher crivada e põem-se a escorrer. (...)   — Carlos Bandeira de Melo em Tratado de cozinha e copa, 1904.
Apesar de indicar o modo de preparo e os ingredientes, o autor foi omisso em relação à proporção dos ingredientes, no entanto, sua descrição serviu como base para as variações da receita existentes até os dias de hoje.
Variantes
Na França se considera que seja uma receita de origem guadalupenha (na língua indígena da ilha são acras) e são ligeiramente picantes.
 Na Catalunha são muito populares, não contém capsicum e costumam ser fritos em azeite. Em ambos os lugares, são feitos com bacalhau demolhado e desmigado (exqueixat) misturado com uma massa típica de pasteis (água ou leite, farinha, ovos) juntando alho, salsa e às vezes também cebola picada. Também se costumam comer como aperitivo ou petisco, em pratos de frituras variadas ou como acompanhamento em pratos combinados. Esta variante com massa de farinha, em Portugal, é chamada de patanisca ou isca de bacalhau.
Pastel de bacalhau brasileiro / BOLINHO DE BACALHAU
No Brasil também pode ser encontrada uma variante que apesar de ter o nome de "pastel de bacalhau", similar ao nome utilizado em parte de Portugal e nos PALOP para o bolinho de bacalhau, é ligeiramente diferente, se referindo a um pastel, alimento típico brasileiro semelhante à empanada latino-americana que consiste de uma massa recheada com algum ingrediente e frita; neste caso específico, recebe o recheio de bacalhau. Este tipo de pastel teve origem numa receita de emigrantes portugueses que se radicaram em São Paulo e lançaram essa iguaria no Hocca Bar, localizado no Mercado Municipal de São Paulo.

10 de out. de 2011

A CULINÁRIA PORTUGUESA E A CULINÁRIA MEDITERRÂNEA


    A culinária portuguesa ou de raiz portuguesa, ainda que possamos achar que está confinada apenas a um espaço geográfico relativamente pequeno, mostra influências mediterrânicas muito evidentes
(incluindo-se na chamada “dieta mediterrânica”)
e também influências atlânticas, como é visível na quantidade de peixe consumida tradicionalmente.
       Muito mudou desde que Estrabão se referiu aos Lusitanos como um povo que se alimentava de bolotas.
     A base da gastronomia mediterrânica, assente na trilogia do pão, vinho e azeite, repete-se em todo o território nacional, acrescentando-se os produtos hortícolas, como em variadas sopas, e os frutos frescos.  
   
    A carne e as vísceras, principalmente de porco, compõem também um conjunto de pratos e petiscos regionais, onde sobressaem os presuntos e os enchidos.


    Com o advento das descobertas marítimas, a culinária portuguesa rapidamente integrou o uso, por vezes quase excessivo, de especiarias e do açúcar, além de outros produtos, como o feijão e a batata, que foram adoptados como produtos essenciais.
   Note-se que toda essa  variedade de pratos regionais se verifica mesmo em áreas próximas. Duas cidades vizinhas podem apresentar, sob o mesmo nome, pratos que podem diferir bastante na forma de confecção, ainda que partilhem a mesma receita de base.

O VINHO

Para os italianos como para outros povos mediterrânicos, estar à mesa é um ritual que convida à camaradagem e estimula os sentidos.
Mas, na opinião dos especialistas, esses hábitos alimentares são muito mais do que apenas um estilo de vida.


A dieta mediterrânea é considerada uma proteção contra doenças cardíacas e diabetes, redução de alergias, controle do peso, prevenção do Alzheimer, osteoporose e câncer.


A lógica da pirâmide alimentar italiana parte do princípio de que, para ter saúde, não é preciso privar-se do bem-estar. O que significa que vinho, cerveja e até embutidos são opções permitidas. Com moderação, é claro.


Para acompanhar as refeições, vinho ou cerveja. A porção de referência é de 100ml/dia, num total de 7 por semana, dado o seu alto valor calórico.


Samos hoje que o vinho é um produto complexo que possui mais de 400 compostos, muitos deles com funções fisiológicas. Por possuir alta quantidade de flavonóides (antioxidantes), ele evita a formação de placas de gorduras na parte interna dos vasos sanguíneos (ateromas), diminuindo o risco de doenças cardiovasculares.
De acordo com a cultura mediterrânea, o consumo deve ocorrer durante as refeições, pois a presença de alimentos ameniza os efeitos tóxicos do álcool no organismo
O vinho...ah...  este acaba equilibrando totas as coisas...

.

O PÃO

As terras que se encontram ao redor do Mediterrâneo partilham uma longa história, em que intervieram vários povos, e um clima muito especial, o que permite que exista uma culinária mediterrânica bem rica. Típicos desta região são também as oliveiras, os citrinos e uma enorme variedade de ervas de cheiro, que dão cor e sabor especiais a esta culinária.


O trigo, base da alimentação


Pode dizer-se que a base da alimentação nos países mediterrânicos é o trigo em suas várias formas. O pão, em todos os países do norte de África é de preferência achatado e pode ser usado como um “envelope” dentro do qual se coloca algum recheio – o famoso pão pita – provavelmente derivado do pão ázimo dos judeus, mas este com massa fermentada. Na parte europeia do Mediterrâneo, em geral prefere-se pão com algum volume, que se corta em fatias ou pequenos pedaços para consumir; no entanto, a pizza típica de Itália é provavelmente uma forma de pão achatado.


Outra forma de consumir o trigo é na forma de massas alimentícias, como o spaghetti e seus “parentes” na parte européia do Mediterrâneo, e o cuscus do norte de África. Na Etiópia e norte do Sudão, o “pão” é mais parecido com o roti indiano, um crepe de massa de trigo (ou teff) fermentada cozido no vapor, chamado injera (em amárico).


Ainda outra maneira de utilizar a farinha – ou a sêmola – é em doces e bolos que quase sempre se encontram na mesa dos povos desta região, pelo menos ao fim da refeição.


O Pão em Portugal


O pão é, sem dúvida, um dos alimentos base da alimentação portuguesa e de toda a região mediterrânica. Em Portugal ele é fabricado em diversas formas, não se limitando ao pão de trigo, de que o pão alentejano é talvez o mais representativo, existindo também a broa de milho, típica do Norte de Portugal, ainda que apreciada em todo o país, o pão de centeio (por exemplo, da Serra da Estrela), etc. O pão alentejano, geralmente de grandes dimensões (pão de quilo) e com miolo compacto, é pensado para durar mais do que um dia (algumas variedades são ainda mais apreciadas no dia seguinte à cozedura) e é utilizado em diversos pratos como as açordas e as migas à alentejana.


Fora destar, continua a utilizar-se pão para outros pratos, como o torricado (um pão grande, torrado com azeite e que é servido como acompanhamento, próprio do centro do país), o bacalhau espiritual, diversos ensopados e, entre os doces, as rabanadas ou fatias-paridas, os mexidos, etc. Note-se que o doce de Évora designado como pão de rala não leva pão na sua confecção.


No norte de Portugal, junto ao Porto, é célebre a "broa de Avintes", mas existem outras espécies de pão, como a fogaça, a rosca (o pão vulgarmente utilizado no norte, ao Domingo, dia em que o padeiro não vai levar o pão a casa), as “caralhotas” de Almeirim (pães redondos e de tamanho médio, especialmente apreciados quando acabados de sair do forno), o pão-com-chouriço (frequente em feiras e festas, onde é consumido quente, cozendo no forno com o chouriço já no seu interior), os folares (próprios da Páscoa), etc.


No norte de Portugal, há ainda a referir as "bolas" (lê-se "bôlas") que tanto podem significar grandes pães com carne misturada (em Trás-os-Montes) ou pães baixos, redondos e compactos servidos com sardinhas ou carne (como acontece em algumas partes do Minho).

o AZEITE, companheiro indispensável da boa cozinha ...

O azeite é um alimento 100% presente na dieta dos Portugueses assim como dos Brasileiros. E é até no no Brasil você verifica uma utilização do azeite bem mais intensa, principalmente na mesa, quando você complementa o sabor de cada prato com um "fio de azeite" que faz ressaltar o sabor de qualquer receita.


O azeite é um produto alimentar, usado como tempero, produzido a partir da azeitona, fruto advindo das oliveiras. Trata-se, pois, de um alimento antigo, já usual na Grégia e Roma antigas, um verdadeiro clássico da culinária contemporânea, sempre regular na dieta mediterrânea e nos dias atuais presente em grande parte das cozinhas.


Além dos benefícios para a saúde o azeite adiciona à comida um sabor e aroma peculiares. inegualáveis, inesqueciveis !!!

A região mediterrânea, atualmente, é responsável por 95% da produção mundial de azeite, favorecida pelas suas condições climáticas, propícias ao cultivo das oliveiras, com bastante sol e clima seco. E o azeite desta região é considerado sem sobra de dúvida o melkhor do mundo.


Tradicionalmente, grande parte dos pratos começam por ser preparados a partir de um refogado de cebola e/ou alho, mais ou menos puxado (mais ou menos escuro), em azeite. Mas ele é utilizado de muitas outras formas.


A origem da oliveira, na sua forma primitiva, remonta à Era Terciária, anterior portanto ao aparecimento do homem, e se situa na Ásia Menor, provavelmente na Síria ou na Palestina, regiões onde foram descobertos vestígios de instalações de produção de azeite e fragmentos de vasos datados do começo da Idade do Bronze. Contudo, em toda a bacia do Mediterrâneo foram encontradas folhas de oliveira fossilizadas, datadas do Paleolítico e do Neolítico, sendo também pesquisada a sua origem ao sul do Cáucaso, nos altos planos do Irã.


O uso do azeite na Antiguidade


Por volta de 3000 anos antes de Cristo, a oliveira já seria cultivada por todo o Crescente Fértil. Sabe-se, no entanto, que, há mais de 6 mil anos, o azeite era usado pelos povos da Mesopotâmia como um protetor do frio e para o enfrentamento das batalhas, ocasiões em que as pessoas se untavam dele.


De acordo com a Bíblia, havia comércio de azeite entre os negociantes da cidade de Tiro, que, provavelmente, o exportavam para o Egito, onde as oliveiras, na maior parte, não oferecem um produto de boa qualidade. Há também informações extraídas do Antigo Testamento bíblico de que teria sido na quantidade de 20.000 batos (2 Crônicas 2:10), ou 20 coros (1 Reis 5:11), o azeite fornecido por Salomão a Hirão, sendo que o comércio direto desta produção era, também, sustentado entre o Egito e a Israel (1 Reis 5:11; 2 Crônicas 2:10-15; Isaías 30:6 e 57.9; Ezequiel 27:17; Oséias 12:1).


A propagação da cultura do azeite pelas demais regiões mediterrânea provavelmente deve ter ocorrido por meio dos fenícios e dos gregos. Assim, já na Grécia antiga se cultivava a oliveira, bem como a vinha. E, desde o século VII a.C., o óleo de oliva começou a ser investigado pelos filósofos, médicos e historiadores da época em razão de suas propriedades benéficas ao ser humano.


Os gregos e os romanos sem dúvida descobriram várias aplicações do azeite, com suas múltiplas utilizações na culinária, como medicamento, unguento ou bálsamo, perfume, combustível para iluminação, lubrificante de alfaias e impermeabilizante de tecidos.


Além disso, o azeite é mencionado em quase todas as religiões da Antiguidade, havendo inúmeras lendas e mitos a respeito. Muitas das vezes a oliveira era considerada símbolo de sabedoria, paz, abundância e glória para os povos.


resumindo : O AZEITE É FANTÁSTICO  !!!